|
Sexta-feira, Março 26, 2004
Quem não tem colírio usa óculos escuros...
11:33 PM
Domingo, Março 21, 2004
Eu tô ficando maluquinha, nem sei por onde começar. Sabe aquela sensação que dá, no fim do semestre, de desespero, de querer férias, etc? Pois é, eu já estou sentindo isso. Quando eu resolvi pegar essa quantidade de coisas pra fazer, eu me esqueci de que o tempo requerido pra cada matéria não se limita ao período de aula. Tem os trabalhos, as leituras, as pesquisas... mas eu não tenho mais de onde tirar tempo... eu fico estudando o dia inteiro e vou dormir com a consciência pesadíssima de dever não-cumprido.
Durante a semana passada, eu não jantei em casa nem um dia. Quando eu chego, só consigo ver o chuveiro quentinho e a cama. Minha avó já está dormindo. Sem o mínimo de ânimo pra ligar o computador. Dois dias eu "me esqueci" de jantar. Cheguei em casa e percebi que não tinha comido nada desde a hora do almoço, e só de pensar em esquentar um pouco do que tinha sobrado da janta, já me embrulhava o estômago. Quinta-feira minha mãe se esqueceu de me buscar na faculdade. Meu pai chegou pra me pegar meia-noite e meia. Sexta, na aula de inglês, eu comecei a cochilar sem querer. Quando a professora veio delicadamente me perguntar se eu não queria tomar uma água, eu me senti a pior das mortais. Umas lagriminhas idiotas começaram a cair sem parar, e eu tive que sair pra tomar o raio da água.
. . .
Agora minha avó está lá na sala fazendo drama de que está com a pressão baixa. Não, não é maldade da minha parte. Acabei de levá-la na farmácia para medir, e o cara falou que tá normal... mas ela não acreditou (ele não sabe medir direito). A gente sabe que é porque ela está se sentindo meio abandonada, a pikena. E ela tem razão. Minha mãe é mais maluca que eu: trabalha, faz faculdade, duas línguas e ainda tem seus part-time jobs. Só quem fica com a vó é o papai. E ele também (que não é de reclamar) anda se queixando um pouquinho.
. . .
Não vejo as minhas duas pikenas há muito tempo. Nem deve fazer taaanto tempo assim, mas parece uma eternidade, porque nem se falado a gente tem. E eu estou sentindo tanta falta...
. . .
E o coraçãozinho?? Ha-ha. Ontem ele me falou que eu não sou do tipo de pessoa que parece aberta a um relacionamento. Por quê?? Eu não sou tímida, eu não sou séria, eu não sou arredia...
Odeio que me falem que eu pareço daquelas "pra casar" (sim, já falaram isso algumas boas vezes). Mas que história é essa de "parecer aberta a um relacionamento"??? Eu não quero que ninguém se interesse por mim porque acha que é meio garantido, já que eu estou "aberta a um relacionamento". Oh, fuck.
. . .
Outro dia, conversando com a Veri, eu cheguei à conclusão de que a gente se entope de coisas pra fazer quando quer fugir dos problemas. Como se bastasse não pensar neles pra eles deixarem de existir. Acho que não tá funcionando...
11:04 AM
Quinta-feira, Março 18, 2004
Ó-quei, eu tenho menos de um mês para ler um livro de 526 páginas. Portanto, surtos como este (precisopostar, precisopostar) devem ficar mais raros nas próximas semanas. Just in case, o livro é o "Ilusões Perdidas", do Balzac. E, depois que caiu a ficha (demorou 30 páginas pra isso), comecei a achar muito bom.
. . . . .
Eu estou morando na faculdade. I mean it. Nunca saio de lá antes das 10h30 da noite. E, por mais que eu ame aquele lugar, eu estou ficando muito-muito cansada.
. . . . .
Mor-ram de inveja. Sabe o que a minha mãe acabou de ganhar??? Um rádio à prova d'água com ventosas... yeah, baby, agora eu vou poder tomar banho trocando as estações de rádio quando eu quiser, aumentando ou diminuindo o volume... é o máximo!!! Já tomei o meu primeiro banho acompanhada hoje... hehehe.
. . . . .
E, por falar em "banho acompanhada"... eu estou grávida. Ou melhor, eu pareço estar. Eu explico: hoje eu estava com a Lia numas banquinhas de livros usados, quando veio uma mulher me entregar um panfletinho. Ela tinha um olhar mais-que-meigo pra mim, e eu já tava começando a estranhar... até que ela tomou coragem, se aproximou de novo e perguntou: "quantos meses?" Eu, intrigadíssima: "O quê!?" A mulher só faltou procurar um buraco... "V-você n-não tá grávida...?" Oh-my... como diria o Silas, minha obesidade está chegando nos padrões mórbidos... Acho que a partir de hoje, eu vou me alimentar exclusivamente de matos em geral. Estou depressiva. Enquanto isso, o Silas bobíssimo achando que isso é festa e espalhando pra todo mundo que o filho é dele. Eu mereço.
. . . . .
Temos agora um aluno deficiente visual no Redigir. Eu tinha feito a inscrição dele, mas ele caiu em outra sala... Fiquei toda tristonha, porque sempre tive interesse em trabalhar com a deficiência visual, as diferentes formas de comunicação escrita, essas coisas. Mas... como não há nada que não se resolva... passei a participar das aulas de quarta-feira também (além, é claro, das de quinta com a Gigi), junto com o Iberê e a Mayra. Estou empolgadíssima com o alfabeto braille, com os instrumentos... Mais uma vez, o Redigir foi o ponto alto da semana. Mais do que qualquer aula.
12:37 AM
Domingo, Março 14, 2004
Wow, look at you now, flowers in the window...
Travis (pra você, moçoilo)
Essa semana foi muito phodum. Estou de volta para o ritmo de cursinho, com os horários mais bizarros do mundo, deixando a minha avó maluquinha porque eu nunca venho jantar em casa, o sono atrasado e as leituras mais ainda. Oh-my.
Pareço estressada (atentem para as minhas rugas no primeiro quadrinho)?? Mas eu não tô, não... minha avó falava desde sempre que "cabeça vazia é oficina do diabo". Não que eu tivesse planos malignos em mente, mas semestres calmos me fazem sentir inútil e incapaz. Eu gosto assim, correndo pra lá e pra cá, cheia de aulas, palestras, livros... lógico que dá uns tilts de vez enquando e eu fico com a impressão de que nunca vou conseguir fazer tudo o que eu planejei (impressão?), mas dá pra levar.
Além disso, voltei (firme, dessa vez) pra yoga -- ó-quei, chatos de plantão: pro yôga -- que me faz um bem incrível. Pode ser psicológico, mas tudo é psicológico... prazer é psicológico, oras bolas.
Além da correria, essa semana foi muito boa socialmente. Teve passada na casa do Gregory na segunda, aniversário da Daiane (do Magno) na sexta, FestECA (u-huu) na sexta também, e até jantar com o pessoal que fazia inglês comigo (snif). Muito bom, muito bom...
1:49 PM
Domingo, Março 07, 2004
(Estou empolgadíssima com a volta pro torredepapel. Me avisem se eu estiver overposting.)
É que eu preciso contar as novidades, e eu não tinha ânimo pra escrever no outro.
semana dos bixos. Foi muito legal! Quer dizer... até quarta, foi muito legal!!! Os nossos bixos são uns fofos, fiz várias amizades. Também foi ótimo pra rever o pessoal (como se eu não tivesse passado as férias inteiras perto deles), e porque a semana dos bixos da ECA é uma palhaçada, no melhor dos sentidos. Mas quinta e sexta miou um pouco por causa da chuva (talvez fosse só a minha TPM).
terça-feira. Na terça eu fui com o Gui num jantar da Rádio Bandeirantes, e conheci várias das carinhas donas das vozes que eu ouço desde pequenininha... uma pena que o Zé Paulo e o Antônio Carvalho não foram. De lá a gente foi para o Supremo (um lugar pequetito e muito aconchegante onde alguns artistas vão se apresentar, na Oscar Freire) ver uma apresentação do Caito Marcontes -- que nós desconfiamos que seja primo do Ciro -- com a Lia, o Silas, o Luizinho e o Thiaguinho. E depois ainda passamos no Santo Grão (o café preferido do Silas.
roots. Não, nada a ver com o Sepultura. Estou falando dessa minha fase esquisita, mesmo. De repente eu me dei conta de que eu estou me desprendendo muito de Santo Amaro, o bairro em que eu vivo desde sempre. E pode parecer a maior besteira do mundo, mas eu estou triste com isso, de alguma forma. Até o cursinho, eu podia ir andando pra qualquer lugar (mesmo que demorasse um pouco), tinha aquela sensação boa de conhecer todo mundo... mas aí eu fui pra faculdade láááááá no Butantã, e tudo começou a ficar mais corrido. Comecei a fazer francês e espanhol por lá também. E sair por lá. Só me restava a Cultura (que eu tanto-tanto amava, com os meus pikenos). Mas aí ficou complicado, e eu tive que abandonar o barco mais uma vez. Sexta eu comecei na Cultura Pinheiros, enorme, cheia de pessoas mais velhas... e bateu uma tristezinha... estou me sentindo uma desertora, oh-my... peço perdão por todas as vezes que eu sugeri pra minha mãe que nos mudássemos pra Pinheiros (pq tem ônibus rápido pra todos os lugares). Demorar mais de 2h pra chegar na faculdade não é assim tão ruim.
Maria Rita. Oh-my. Oh-my. Foi fantástico. Ela estava lindíssima, com uma barrigona (grande para os cinco meses, não é?) tão bonita. Eu acho lindo mulheres grávidas. E essas que exibem, então? Tão Leila Diniz, tão feminino, tão Géia, ai... e ela dançou bastante, mostrou várias marias ritas: a tímida, a moleca, a sexy, a carente, a mulher-maravilha, a emotiva... conversava bastante com o público, contava por que tinha gravado cada música... contou histórias... talvez o melhor show da minha vida. Não quero ser injusta com os meus três memoráveis do Maná, contudo. Pau-a-pau, talvez.
Vou tentar contar aqui uma historinha que a Maria Rita contou ontem. Se eu errar, a Babizinha, a Paula, a Lia ou o Beto podem me corrigir.
Um dia, numa entrevista, perguntaram para a Elis Regina o que ela esperava para a filha dela. Ela hesitou muito em responder. Disse que não sabia se a Maria Rita (na época, pequenininha) ia querer as mesmas coisas para sua vida. Mas depois, acabou dizendo: "Quero que ela seja leve. Sempre". Só muito mais tarde a Maria Rita foi capaz de perceber a dimensão daquele desejo da mãe. E, mais tarde, quando foi gravar o primeiro disco, ela resolveu gravar a música Menina da Lua, do Renato Motha, como uma resposta para este desejo.
Leve na lembrança
A singela melodia que eu fiz
Prá ti, ó bem amada
Princesa, olhos d'água
Menina da lua
Quero te ver clara
Clareando a noite densa deste amor
O céu é teu sorriso
No branco do teu rosto
A irradiar ternura
Quero que desprendas
De qualquer temor que sintas
Tens o teu escudo,
O teu tear
Tens na mão, querida
A semente de uma flor
Que inspira um beijo ardente
Um convite para amar...
Leve na lembrança
A singela melodia que eu fiz
Prá ti, ó bem amada
Princesa, olhos d'água
Menina... Linda...
8:56 PM
Step in! ;)

Finalmente, o torredepapel ressucitou! Acho que nem eu nem ninguém agüentava mais aquela árvore imbecil. E eu já estava com saudades daqui desde o primeiro dia... oh-my.
Bom, como vcs devem estar notando, aconteceram algumas mudancinhas por aqui. A mais importante (eu acho) é a do banner. Não, não é uma cópia do template do Gui. É que quando eu fiz o template dele, eu já estava com essa idéia na cabeça (inspirada no Chega de Saudade, que o Óscar fez pra mim).
Mas então... a idéia é fazer deste espaço aí de cima uma espécie de galeria flutuante. Eu pretendo mudar sempre as fotinhos, de acordo com o meu humor, com o que está acontecendo ou com o que me der vontade, mesmo. Acho que, de acordo com o teor dos posts, vai ficar claro o porquê de cada foto (se houver um).
Anyway, o importante é que eu voltei. E eu espero que seja pra ficar, dessa vez. Podem entrar, ficar à vontade, tirar o tênis, pôr o pé na mesinha de centro, dominar o controle remoto, fuçar na geladeira... e, comentem, por favor.
3:55 PM
Sábado, Março 06, 2004
Yeah, baby.
I'm back! ;)
6:05 PM
|

FocoFocas
La Mentira
Momentos de Epifania
La Vie en Rose
Sintonia
Tudo a resolver na prática
BioCava
Guli
Pqna
Blue Notes
Spoiled
Autopsicografia
Observatório da Palavra
O Guarda Livros
Minhas Letras
Caixa de Pandora
Alice Chebel
Only a Girl
Em Português
Pat na Amazônia
Blowg
Além das Aparências
Sorvete de Casquinho
Multi-uso
Nada Irônico
Descafeinado, por favor
Dor na veia
Genérico Incolor
Sutil como um paquiderme
Meu Espelho
Bibi fonfon
O Gorfo
Projeto Redigir
No Mínimo
Observatório da Imprensa
Superinteressante
Carta Capital
Página de Zadoque
Site da Garota
bAbel
Macondo
Vinícius de Moraes
Pablo Neruda
Margin
<< current
|