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Domingo, Novembro 21, 2004
E na minha casa, o piso vai ser de madeira. E vai ter muita almofada pelo chão. Pufe. E uma rede. Duas. Muitas fotos espalhadas. Uma estante com DVDs dos meus filmes preferidos, muitos CDs e LPs. Uma vitrola. Um telefone sem fio. Penduricalhos. Quinquilharias. Um banheiro com azulejos da Mafalda. Todo preto-e-branco para eu espalhar objetos coloridos. Um roupão rosa-choque. Revistas num banquinho. Rádio. Os livros, todos no quarto. Uma luminária pra poder ler deitada. Um mural de fotos de gente querida. Mais quinquilharias. Gaveta de cartas e bilhetes. E um espelho longe da luz fria, claro. Porque uma hora é preciso sair de casa.
1:08 PM
Sábado, Novembro 20, 2004
baby
do caetano, com a gal.
você
precisa saber da piscina,
da margarina,
da carolina,
da gasolina.
você
precisa saber de mim.
baby
baby
eu sei que é assim
você
precisa tomar um sorvete
na lanchonete,
andar com a gente,
me ver de perto.
ouvir
aquela canção do roberto
baby
baby
há quanto tempo
você
precisa aprender inglês
precisa aprender o que eu sei
e o que eu não sei mais
e o que eu não sei mais
não sei
comigo vai tudo azul
contigo vai tudo em paz
vivemos na melhor cidade
da américa do sul
da américa do sul
você precisa
você precisa
você precisa
não sei
leia na minha camisa
baby
baby
i love you
9:52 AM
Sábado, Novembro 13, 2004
saudades dos meus plic-plocs.
plic
Os últimos dias têm sido bons. Camelei bastante na feira britânica, mas conheci uma porção de gente legal, com destaque para a Renata (que, como a outra Rê , foi com a cara e a coragem pra Inglaterra) e o Andy (o simpaticíssimo representante da universidade de Bath, que ficou conhecido como Hugh Grant da feira pra todo mundo, e como joli garçon pra Babi). Foda que foi trabalho bem braçal - tirar xerox, contar pessoas, levar água nos estandes, ficar vendo os caras passarem com quitutes visualmente deliciosos que só os ingleses podiam comer... ai, ai.
ploc
Pela primeira vez em uns dois meses, consegui ler um livro até o fim. Foi Uma vida entre livros, do José Mindlin (ó-quei). É muito bom o livro, e eu virei fã do Mindlin, apesar dos pesares. Para quem não sabe da história, uma rapidex. Eu queria muito entrevistar o Mindlin para o JC (ele doou o acervo dele pra USP, uma das maiores bibliotecas particulares do mundo), mas ele não queria falar agora. Disse que quando resolver falar, faz questão de que eu seja a primeira (aham), que vai ser lá pro começo do ano. Nhek.
plic
Quinta eu e a Lia tomamos a maior chuva de todos os tempos na Praça do Relógio. Não tinha nenhuma parte do meu corpo seca quando eu cheguei no CJE, até as lentes estavam embaçando. Sorte que o Ivan me trouxe pra tomar banhinho antes que eu pegasse uma pneumonia -- mas foi uma delícia.
ploc
Depois, na quinta mesmo, teve aniversário da Lia no Ó do Borogodó. Fazia muuuito tempo que eu não ia lá, muitas saudades. Acho que foi a primeira vez que eu fui sem estar emocionalmente abalada (oh), e tocou muito Cartola, e eu e o Gui fizemos muitas mímicas (ó-quei), foi ótimo. Não dancei, though. E o Ivan fingiu direitinho que gostava de samba, até cantarolou alguns com a gente, que pikeno.
plic
Ontem fui almoçar com o Rodrigo do British Council, para a minha primeira tentativa de emprego. Acabou que nós conversamos muito, e o Rodrigo me perguntou muitas, muitas coisas, e acabou dizendo que eu não ia ser feliz trabalhando numa empresa. Que ia me sentir presa à burocracia, subutilizada, bla, bla, bla. E acabou sendo ótimo, porque foi um chacoalhão pra eu pensar melhor no que eu quero. Estou pensando.
Depois fui a uma palestra com o Mino Carta e o Fernando Gasparian sobre imprensa na época da ditadura, ótima. Hmm. Ideinhas. E, à noite, uma outra palestra com o Rui Mendes, fotógrafo. Mais ideinhas. Um dia fértil.
De lá, eu e o Ivan fomos no Tocador de bolachas, e tava ótimo e calmo, como sempre. O feriado agora é pra pôr a vida em ordem.
1:32 PM
Sexta-feira, Novembro 05, 2004
Incrível é passar dia com vontade de comer trufa de maracujá e, quando chegar em casa, a mamãe ter ganhado uma caixinha de trufas... e uma delas ser de maracujá! Ticket to heaven.
12:00 AM
Quarta-feira, Novembro 03, 2004
E depois de chegar à conclusão de que ficar triste com motivo é pior, nada melhor do que ficar triste por besteira. Hoje o Ivan (que deve ser canonizado em breve, aguardem notícias) foi comigo até o Shopping Ibirapuera pra eu procurar um sapato de gente grande pra poder usar na Feira Britânica. Rodamos o shopping todo - 13 lojas de calçados, segundo as contas dele. Eu gostei muito de um, mas achei que a minha mãe não ia gostar (ó-quei, eu sei que eu sou imbecil). Daí rodei mais ainda e acabei comprando um que eu achei que ela fosse gostar. Eu não gostei, que fique claro. Mas achei que ela fosse gostar.
Pois bem. Ela odiou. Até ficou ofendida por eu ter pensado que ela pudesse gostar, que ela tivesse tanto mau gosto. E eu chorei. Me senti muito mal e muito idiota por ter deixado de comprar uma coisa que eu gostasse pra agradar a ela e ela odiar. Eu tinha a sensação de que a consciência ia pesar mais se ela odiasse algo que eu comprasse pra me agradar, mas é ridículo. Eu já sabia que era ridículo, todo mundo já tinha dito, só faltava ela. E ela disse, hoje.
Hm.
Talvez seja uma lição. Prefiro não concluir o post.

11:53 PM
O pior é que a gente descobre sempre tarde que ruim de verdade é ficar triste com motivo.
. . .
Carolina
Chico Buarque
Carolina,
Nos seus olhos fundos
Guarda tanta dor,
A dor de todo esse mundo.
Eu já lhe expliquei que não vai dar,
Seu pranto não vai nada mudar,
Eu já convidei para dançar,
É hora, já sei, de aproveitar...
Lá fora, amor,
Uma rosa nasceu
Todo mundo sambou
Uma estrela caiu.
Eu bem que mostrei sorrindo
Pela janela, ói que lindo
Mas Carolina não viu.
Carolina,
Nos seus olhos tristes
Guarda tanto amor,
O amor que já não existe.
Eu bem que avisei, vai acabar,
De tudo lhe dei para aceitar,
Mil versos cantei pra lhe agradar,
Agora não sei como explicar...
Lá fora, amor!
Uma rosa morreu,
Uma festa acabou,
Nosso barco partiu...
Eu bem que mostrei a ela,
O tempo passou na janela
Só Carolina não viu.
. . .
Já virou clássico nas minhas primeiras aulas do redigir dar um questionário pouco convencional para os alunos, em que eles não possam se identificar, para que depois um adivinhe quem é o outro pelas respostas. Eu gosto particularmente de uma das perguntas, a "Por que você tem este nome?", que sempre rende boas histórias. Semestre passado eu tinha uma aluna chamada Dulcinéia por causa do Don Quixote. Este ano, uma aluna respondeu assim: "É por causa de uma música do Chico. Ainda bem que a minha mãe não pôs Iolanda!". Eu gosto de Iolanda, mas achei muito engraçadinha a resposta. Sobraram Cecília e Carolina, duas músicas que eu adoro. Era Carolina.
12:34 AM
Terça-feira, Novembro 02, 2004
Sem muito tempo para postar. Tentarei ser breve.
1. Parabéns aos paulistanos. Agora temos um joelho como prefeito. (Não, ainda não me recuperei)
2. Mor-ram de inveja. Pra quem pensava que a evolução da zona santo-amarense tinha parado com o Fran's, só tenho uma coisa a dizer: ha-ha. Estão construindo uma locadora 2001 do lado da minha casa.
11:54 PM
é pique, é pique, é pique...
... e, antes que dê meia-noite, parabéns ao torredepapel, ao La vie en rose e ao Momentos de Epifania pelos 2 anos de sobrevivência.
11:48 PM
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FocoFocas
Geni e o Zepelim
La Mentira
Momentos de Epifania
La Vie en Rose
Sintonia
Tudo a resolver na prática
BioCava
Guli
Pqna
Blue Notes
Spoiled
De mel
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