Terça-feira, Setembro 26, 2006


Egon Schiele
(sabe tudo)

11:32 PM


Segunda-feira, Setembro 25, 2006

Sonhei que era um lugar velho, e era tudo em sépia. E era um prédio velho, residencial. E as portas dos apartamentos davam para um corredor, e o corredor era como uma varanda também, que dava para um pátio interno. E eu estava nesse pátio interno, sentada numa mesa com uma senhorinha bem velhinha. E a gente não falava nada. E lá pelo terceiro ou quarto andar estava ela. E ela era meio louca, e passava correndo e gritando pelo corredor. Primeiro ela veio gritando com um espartilho muito apertado, parecia meio que uma camisa-de-força, ela gritava muito, e tentava se livrar do espartilho. Aí ela conseguia, e jogava o espartilho pra baixo, onde eu estava com a velhinha. E nós estávamos constrangidas, e não falávamos nada. Daí ficava um tempo calmo. Daí ela passava correndo de novo, agora com um véu de noiva enorme, e de novo ela estava gritando e tentando arrancar o véu de qualquer jeito e puxava, e enroscava no cabelo dela, e ela gritava mais, e chorava, até que conseguia, e jogava o véu pra baixo de novo. E a velhinha olhava pra mim, e nós não falávamos nada. Do lado da mesa em que nós estávamos sentadas, tinha um vaso de latão enferrujado, com 4 cravos marrons, bem bonitos. Aí ela descia pra onde nós estávamos, mais calma, um pouco constrangida, e sentava na mesa com a gente. Aí eu levantava, arrancava 2 cravos do latão e dava pra ela, e falava: "eu queria muito que as coisas fossem diferentes", e dava um abraço nela. Aí eu acordei.
. . .

Esse papo meu tá qualquer coisa.
. . .

Eu queria tanto ser artista, aí eu não ia precisar escrever nada disso.
. . .

Não importa se é dia ou noite, se é de ouro ou de cobre. Ou de couro. Ou de cheiro -- não importa.
. . .

All is full of love.

2:08 PM


Segunda-feira, Setembro 18, 2006

Qualquer coisa
Caetano Veloso

Esse papo já tá qualquer coisa
Você já tá pra lá de Marrakesh
Mexe qualquer coisa dentro doida
Já qualquer coisa doida dentro mexe
Não se avexe não, baião de dois
Deixe de manha, deixe de manha, pois
Sem essa aranha
Sem essa aranha
Sem essa aranha
Nem a sanha arranha o carro
Nem o sarro arranha a Espanha
Meça: tamanha
Meça: tamanha
Esse papo seu já tá de manhã
Berro pelo aterro, pelo desterro
Berro por seu berro, pelo seu erro
Quero que você ganhe
Que você me apanhe
Sou o seu bezerro gritando mamãe
Esse papo meu tá qualquer coisa
E você tá pra lá de Teerã
Qualquer coisa

11:09 AM


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