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Terça-feira, Outubro 31, 2006
i wish you bluebirds in the spring, to give your heart a song to sing
and then a kiss, but more than this, i wish you love
and if you like lemonade to cool you in some lazy glade,
i wish you health, and more than wealth, i wish you love.
Irritada e inoperante o dia inteiro. Aceito o convite do cinema, documentário sério, nada pra mudar o humor. Enquanto eu guardo as coisas na bolsa, o winamp escolhe "I wish you love", com a Rachael Yamagata. E ele vem, com aquele cheirinho (a glândula, a glândula). E deixo ele me levar, e ele tá conduzindo tão bem, e não só o tango. E é quase mágico. Dane-se todo o resto.
i wish you shelter from the storm, a cozy fire to keep you warm,
but most of all, when snowflakes fall, i wish you love.
6:40 AM
Segunda-feira, Outubro 30, 2006
Será que as pessoas mudam de verdade?
1:09 AM
Quinta-feira, Outubro 26, 2006
ouro de tolo
raul seixas
eu devia estar contente
porque eu tenho um emprego
sou um dito cidadão respeitável
e ganho quatro mil cruzeiros por mês
eu devia agradecer ao senhor
por ter tido sucesso na vida como artista
eu devia estar feliz
porque consegui comprar um corcel 73
eu devia estar alegre e satisfeito
por morar em ipanema
depois de ter passado fome por dois anos
aqui na cidade maravilhosa
ah! eu devia estar sorrindo e orgulhoso
por ter finalmente vencido na vida
mas eu acho isso uma grande piada
e um tanto quanto perigosa
eu devia estar contente
por ter conseguido tudo o que eu quis
mas confesso abestalhado
que eu estou decepcionado
porque foi tão fácil conseguir
e agora eu me pergunto: e daí?
eu tenho uma porção de coisas grandes
pra conquistar, e eu não posso ficar aí parado
eu devia estar feliz pelo senhor
ter me concedido o domingo
pra ir com a família ao jardim zoológico
dar pipoca aos macacos
ah! mas que sujeito chato sou eu
que não acha nada engraçado
macaco, praia, carro, jornal, tobogã
eu acho tudo isso um saco
é você olhar no espelho
se sentir um grandessíssimo idiota
saber que é humano, ridículo, limitado
que só usa dez por cento de sua cabeça animal
e você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial
que está contribuindo com sua parte
para o nosso belo quadro social
eu que não me sento
no trono de um apartamento
com a boca escancarada cheia de dentes
esperando a morte chegar
porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
no cume calmo do meu olho que vê
assenta a sombra sonora de um disco voador
6:50 PM
Domingo, Outubro 22, 2006
Coisas que eu vou fazer quando acabar de escrever:
1. Parar com esse "estado de exceção" que eu decretei e me libera pra comer quantos pães de queijo e chocolates eu quiser por dia;
2. Alugar todos os filmes que eu pensei em alugar e não tinha tempo;
3. Continuar com a ginástica, que tem me dado muito ânimo e me impedido de engordar alucinadamente pelos efeitos do "estado de exceção";
4. Voltar pro espanhol e pro francês pelo menos. Siricoticos recentes têm me dado vontade de voltar com afinco pro alemão, mas isso é assunto pros consultores;
5. Tirar o TCC do limbo;
6. Tratar melhor as pessoas / rever minhas implicâncias;
7. Voltar a dormir de noite e ficar acordada de dia (isso inclui atividades ao sol);
8. Ir ao cinema, ler ficção;
9. Arrumar o meu quarto (a bagunça também está dentro do "estado de exceção");
10. Cortar um pouco esse cabelo ("... largar essa bebedeira de mão" -- piada interna, não se assustem: eu não virei alcóolatra).
Esse post continua em outros, a partir do 11.
10:38 PM
Quarta-feira, Outubro 18, 2006
In the Wee Small Hours of the Morning
Words & Music by David Mann & Bob Hilliard
Recorded by Frank Sinatra, 1954
In the wee small hours of the morning
While the whole wide world is fast asleep
You lie awake and think about the girl
And never ever think of counting sheep
When your lonely heart has learned its lesson
You'd be hers if only she would call
In the wee small hours of the morning
That's the time you miss her most of all.
When the sun is high in the afternoon sky,
You can always find something to do;
But from dusk til dawn, as the clock ticks on,
Something happens to you.
7:33 AM
Terça-feira, Outubro 17, 2006
Eu sempre conto as novidades que eu fuço na internet aqui, e dessa vez tem uma muito especial. O Ivan (sim, meu respectivo) fez um blog! Se chama 8 frases e a idéia, como o nome diz, é contar uma história em apenas 8 tópicos. Eu achei meio esquisito e limitador no começo, mas é só checar pra ver que não é bem assim. É interessante e desafiador, dariam uma boa aula de estrutura da narração no Redigir. Mas chega de falar! Vão lá checar. O link permanente tá aí do lado direito, o primeirão da lista, como só o respectivo tem direito.
5:36 PM
Charlotte: I'm stuck. Does it get easier?
Bob: No. Yes. It gets easier.
Charlotte: Oh, yeah? Look at you.
Bob: Thanks. The more you know who you are, and what you want, the less you let... things upset you.
Charlotte: Yeah. I just don't know what I'm supposed to be. You know? I tried being a writer, but... I hate what I write. And I tried taking pictures, but they're so mediocre, you know. Every girl goes through a photography phase. You know, like horses? You know? Take, uh, dumb pictures of your feet.
[Lost in translation]
1:03 AM
Domingo, Outubro 15, 2006
Pausa para beber água. Dou uma levantadinha na cortina, e lá fora já está claro. Um passarinho começa a cantar, as plantinhas úmidas na janela, é tão bonito. É incrível como essas três horas durante a madrugada rendem mais que dezenas de outras durante o dia. E de como é mais prazeroso ver o relógio marcando 5h30 da manhã quando ainda não se foi dormir do que quando se acabou de levantar. É uma pena que o Antônio Carvalho não apresente mais o "Grande Sampa", eu adoraria ouvi-lo agora como eu o ouvia tomando banho antes de ir pro cursinho.
Ó-quei, parêntesis feito, de volta ao texto. Em tempo: não tenham pena de mim, eu dormi o dia (de ontem) quase inteiro.
5:32 AM
Sábado, Outubro 07, 2006
Vou sumir por uns tempos, sem vida social de verdade nem na internet. Vocês já sabem.
2:50 AM
Quinta-feira, Outubro 05, 2006
Os sonhos bizarros continuam
Começou que eu estava na casa de uma amiga querida, e ficávamos muito tempo conversando. E fazia um frio dos diabos. Aí ela me trazia pra minha casa, pra eu pegar um casaco. Não entrava comigo, que ela tinha uma coisa pra fazer no meio tempo, depois vinha me buscar. E eu estava no quarto da minha mãe, pegando o casaco, e tocava a campainha. E eu achava que já era ela de volta, mas não. Eram dois assaltantes, armados. E eu abria o portão pra eles, e eles com a arma apontada pra mim. E eu não ficava muito nervosa, eles entravam, sentavam no quarto da minha mãe comigo, eu perguntava o que eles queriam. E eu, não sei de que jeito, consegui pegar a arma do que era o líder. E apontava pra ele, e dava um pouco de dinheiro pra ele, e mandava eles embora. E os acompanhava até o portão, e tomava muito cuidado pra não parar de apontar a arma pra eles enquanto procurava a chave do portão no molho. E eles iam embora, pronto.
. . .
Depois eu estava numa outra casa, desconhecida, e aquela amiga já não estava lá. Estava a outra, também querida, e mais uns três rapazes desconhecidos. Era uma casa grande, estava acontecendo uma festa com muita gente que eu conheço, outros tantos desconhecidos. Mas a gente ficava numa espécie de porão, com muitas camas. E falávamos sobre suicídio, e a amiga falava que tinha uma substância que, se você tomasse 4 doses, morria mesmo. Mas precisava tomar as 4. E daí todo mundo tomou a primeira dose, só pela aventura da iminência da morte. E o papo foi ficando mais sério. E um dos rapazes falou que pensava seriamente em se suicidar, e todos tratávamos o tema com naturalidade. E ele foi o primeiro a tomar a segunda dose. E a cada dose, todo mundo ia ficando com cara meio de morto. Olheiras profundas, meio esverdeadas, as unhas meio amarelas, o cabelo perdendo o viço. Ah, a amiga nunca tomava a substância, só nós. Acabamos que todos tomamos a segunda dose, e o rapaz convicto já emendou a terceira, e a quarta. E foi ficando muito arroxeado, meio fraco, mas continuava falando, continuava convicto da decisão. E o papo foi ficando cada vez mais depressivo, e todos tínhamos uma tristeza muito grande, e uma sensação de não-pertencimento muito grande. Menos a amiga, que estava calma, parecia concordar com o nosso pessimismo, mas de forma calma e racional, e ninguém questionava por que ela não tomava também. E era ela quem tinha a garrafa com a substância, e servia a dose a cada um. Tomamos todos a terceira dose, e o rapaz que tinha tomado as 4 já não conseguia se mexer muito, ficava deitado, cada vez mais roxo e com os olhos mais apagados, mas continuava falando. E eu sentia as mudanças em mim, perdia muito do tato, me sentia revestida de uma camada de calos, e o meu cabelo se desfazia um pouco quando eu o tocava. E doía muito a cabeça. E um rapaz decidiu tomar a quarta dose, e outro decidiu que não, que ia ficar na terceira. Meio assonada, decidi tomar a quarta dose. A amiga me serviu, eu tomei um gole muito pequeno e me enchi de aflição, eu não queria mais morrer. Eu não tinha tomado a quarta dose inteira, mas já tinha passado da terceira, e sentia meu corpo definhando, e uma aflição tão grande. E de repente a amiga e o rapaz que parou na terceira dose se misturaram aos outros na festa. E eu fiquei desesperada, e ia atrás deles, mas não tinha a mesma mobilidade. E via a minha mãe na festa, e tinha medo que ela me visse naquela situação. Até que consegui alcançar a amiga, e perguntei se tinha como reverter a situação, e ela disse que sim, se eu não tinha tomado a quarta dose. Mas era um tratamento difícil. E as coisas começaram a ficar confusas, e eu estava numa cama, com a minha mãe e a amiga me olhando, cheia de tubos. A mãe muito triste e desapontada. E eu acordei.
2:00 PM
Eu não sei escrever sobre política, mas queria indicar dois textos de dois blogueiros, e pedir que vocês lessem antes do dia 29.
[Sim, é cagaço, mesmo.]
Declaração de voto, do Marcus Pessoa, do Velho do Farol, e
Uma pergunta aos eleitores de Geraldo Alckmin, do André Kenji, do Contra o Consenso.
12:35 AM
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Fotki
Listography
8 frases
A Primeira Vítima
Reverso
La Mentira
Quien lo entiende
Curiosa-roja
Momentos de Epifania
La Vie en Rose
Tudo a resolver na prática
De mel
Malacabado
Causos Perdidos
O Guarda Livros
Retalhos do Mosaico
Zaza Vende
Pronto-Parágrafo
Diário de Menininha
The Residence of Gods
A ver estrelas
Alice Chebel
O Mentiroso
Blowg
Interludio
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Alice me persegue
Desdém
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